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XI Panorama Coisa de Cinema presta homenagem a Walter da Silveira

Publicação: 27/10/15 | 16H10 - Última Atualização: 27/10/15 | 16H10

panorama coisa de cinema

O centenário do crítico baiano Walter da Silveira é o tema do XI Panorama Internacional que exibirá mais de cem filmes, produzidos no Brasil e em vários outros países, entre os dias 28 de outubro e 04 de novembro, em Salvador e Cachoeira. Walter da Silveira será tema de um seminário sobre sua obra e uma matinê especial com o filme “O Garoto”, de Charles Chaplin, tema da última crítica publicada por ele.

Na capital, as sessões acontecem principalmente no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, enquanto no Recôncavo, a novidade desse ano é a exibição dos filmes no Cine Theatro Cachoeirano, construção histórica da cidade.

Cerca de mil filmes foram assistidos pela equipe de curadoria ao longo dos últimos meses para definir os dezessete longas-metragens e quase 40 curtas selecionados para as competitivas Nacional de Longas, Nacional de Curtas, Filmes Baianos e Competitiva Internacional. Nas competições de filmes brasileiros, incluindo baianos, as sessões acontecerão com a presença dos realizadores, que após a exibição responderão perguntas do público.

As mostras reúnem muitas obras inéditas na Bahia e premiadas em festivais de todo o país e também no exterior. Caso de Boi Neon, de Gabriel Mascaro, premiado nos festivais de Veneza e Toronto, e sagrado grande vencedor do Festival do Rio, levando o troféu de melhor filme de ficção, roteiro, fotografia e atriz coadjuvante. O vencedor do Redentor de melhor documentário, Olmo e a Gaivota, de Petra Costa e Lea Glob, foi premiado no Festival de Locarno (Suíça) e também integra a competição de longas do Panorama, na qual ficções e documentários são colocados lado a lado.

Entre os filmes premiados, a mostra reúne também Para Minha Amada Morta, do diretor baiano Aly Muritiba (radicado em Curitiba), vencedor de seis prêmios no Festival de Brasília; Mate-me por favor, de Anita Rocha da Silveira, cujo elenco recebeu um troféu especial no Festival de Veneza; e Aspirantes, de Ives Rosenfeld, contemplado no Festival de Locarno. A seleção de oito longas nacionais se completa com O Prefeito, de Bruno Safadi; TROPYKAOS, de Daniel Lisboa e Seca, de Maria Augusta Ramos.

Dezesseis produções da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, incluindo uma coprodução Brasil/Alemanha, integram a Competitiva Nacional de Curtas. Entre os filmes com circulação internacional, destaque para Quintal, de André Novais Oliveira, exibido no Festival de Cannes e premiado em três categorias no Festival de Brasília. Já Mar de Fogo, de Joel Pizzini, concorreu ao Urso de Ouro em Berlim; enquanto História de uma Pena, de Leonardo Mouramateus, esteve no Festival de Locarno.

O júri da Competitiva Nacional, que escolherá o longa e o curta vencedores, é formado pelo atual programador da Cinemateca Francesa, Bernard Payen, que é ex-curador da Semana da Crítica do Festival de Cannes; o coordenador do Laboratório de Desenvolvimento de Roteiros do Festival de Berlim (Alemanha), Arne Kohlweyer; e o crítico de cinema e jornalista José Geraldo Couto.

Mantendo o formato criado em 2013, a competição de filmes baianos reúne longas e curtas. Os longas da 11ª edição do Panorama são A Loucura Entre Nós, de Fernanda Fontes Vareille; Faz-se Filmes, de Violeta Martinez; e O Amor dos Outros, de Deo. Entre os curtas, destaque para Alegoria da dor, de Matheus Vianna, premiado no Los Angeles Brazilian Film Festival; e Haram, de Max Gaggino (italiano radicado em Salvador), contemplado com troféu especial do júri do Festival de Gramado.

O cinema realizado em quatorze países, seja com produções individuais ou em parceria, está representado na Competitiva Internacional, que reúne seis longas e doze curtas. Um dos destaques é Per Amor Vostro, de Giuseppe Gaudino, uma coprodução Itália/França, premiada na categoria melhor atriz no Festival de Veneza. Também chama atenção o longa My Skinny Sister (Minha Irmã Magricela), de Sanna Lenken. Uma parceria Suécia/Alemanha, o filme ganhou o Urso de Cristal e uma menção especial do júri no Festival de Berlim.

Fora de competição

Filmes inéditos e clássicos revisitados formam o conjunto das sete mostras não competitivas do festival. Em Salvador, a noite de abertura traz um filme do Panorama Brasil, que esse ano reúne mais de 30 longas e curtas nacionais produzidos entre 2014 e 2015.

Com a presença do diretor Sérgio Machado e o protagonista Lázaro Ramos, Tudo que aprendemos juntos será exibido no Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha (28/10), em horário a ser definido. A história do jovem violinista Laerte (Lázaro Ramos) começa com um fracasso: após anos de ensaio ele tem uma crise nervosa na audição para integrar a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, e encontra novos rumos ao ir dar aula na comunidade de Heliópolis.

O Panorama Brasil traz ainda Big Jato, de Cláudio Assis, ganhador das categorias melhor filme, roteiro, ator (Matheus Nachtergaele), atriz e trilha sonora no Festival de Brasília. Baseado no livro homônimo do jornalista Xico Sá, o longa mostra a passagem para a fase adulta de um garoto nordestino dividido entre três referências paternas. A mostra também abriga o filme de encerramento do festival: Travessia, do diretor baiano João Gabriel. O longa é protagonizado por Chico Diaz e Caio Castro, que estarão presentes na sessão, no dia 04 de novembro.

A única retrospectiva da edição será dedicada ao diretor alemão Werner Schroeter (1945-2010), apresentando filmes do cineasta que antecipou as instalações multimídias, inserindo telas múltiplas e colagens no seu trabalho ainda no final dos anos 1960. Também pioneiro, o diretor baiano Roberto Pires será homenageado com uma sessão especial na qual será exibida a cópia restaurada de Abrigo Nuclear, considerado a primeira ficção científica do Brasil; acompanhada do curta Bahia SCI-FI, no qual Petrus Pires (filho de Roberto) resgata o processo de realização do longa.

Clássicos nacionais também estão na Mostra ONS de Cinema Brasileiro, que exibe seis filmes produzidos entre as décadas de 60 e 80 em cópias resultantes do projeto Recuperação do Acervo da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Um dos destaques é o documentário Raoni, dirigido por Jean Pierre Dutilleux e Luís Carlos Saldanha, que foi indicado ao Oscar e ganhou cinco prêmios no Festival de Gramado. Uma coprodução entre França, Bélgica e Brasil, o filme apresenta a luta do cacique Mekronoti Raoni pela preservação do Parque Nacional do Xingu.

O cinema francês também será visto em retrospecto, com onze filmes produzidos entre 1907 e 1991. A seleção inclui um dos marcos da Nouvelle Vague, movimento focado no cinema de autor, que teve seu auge entre as décadas de 50 e 60. O período é representado por “O Demônio das Onze Horas”, de Jean Luc-Godard (1965), um drama policial no qual um casal desafia convenções sociais. Outro destaque é “Carrossel da Esperança”, de Jacques Tati (1947), premiado no Festival de Veneza e no Grande Prêmio do Cinema Francês.

A mostra Panorama Internacional traz a primeira parte da saga As mil e uma noites, do premiado diretor português Miguel Gomes. Batizado de Volume 1, O Inquieto, o capítulo apresenta 125 minutos de um total de seis horas da obra completa. Já o Panorama Italiano traz a Salvador, os filmes Il Paese Dove gli Alberi Volano, de Davide Barletti e Jacopo Quadri; e N-Capace, de Eleonora Danco. A programação de filmes se completa com uma mostra de animação, que reúne seis curtas do Canadá, Polônia, EUA, Suíça, Inglaterra e Brasil, selecionados pela cineasta Nara Normande.

Incentivo

O papel de incentivador da produção cinematográfica e da reflexão sobre seus processos é reforçado pelo Laboratório de Roteiro, oferecido desde 2013 pelo festival. Nesta edição, Aleksei Wrobel, Caetano Gotardo e Marina Meliante são os consultores que farão suas observações em sessões individuais com os autores de cada um dos dez roteiros selecionados.

Cineastas e cinéfilos contam ainda com as oficinas gratuitas de Sound Design e Escrita Crítica. A primeira será ministrada por Edson Secco, premiado pelo desenho de som de “Depois da Chuva” (Cláudio Marques e Marília Hughes), no Festival de Brasília. A segunda está sob o comando do jovem crítico baiano Rafael Carvalho, que se iniciou na área após realizar oficina no Panorama com o saudoso crítico João Carlos Sampaio.

Com a cineasta Cecília Amado, o festival oferece também a oficina Cinemin – O centro tem histórias, que resultará na produção de um documentário com duração de 5 a 8 minutos revelando o olhar de crianças e adolescentes sobre o Centro Histórico. A oficina é voltada para crianças e adolescentes, de 10 a 14 anos, que estudam e, de preferência, vivem no Centro Histórico. As atividades acontecem entre os dias 26 de outubro e 04 de novembro.

O Panorama é uma realização da produtora Coisa de Cinema em parceria com o Cineclube Mário Gusmão, projeto de pesquisa e extensão do curso de Cinema e Audiovisual do CAHL/UFRB. Com apoio de mídia do jornal Correio, o festival conta com o patrocínio da Petrobras e do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura.

 >> Confira a programação completa

SERVIÇO

O que: XI Panorama Internacional Coisa de Cinema

Quando: 28 de outubro a 04 de novembro

Onde: Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha e Cine Theatro Cachoeirano

Preço: Salvador: R$ 10,00 / R$ 5,00 avulso – R$ 30,00 passaporte para 10 sessões

Cachoeira: Gratuito

Informações: (71) 3276-1241

 

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