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Jorge Portugal


Educador, poeta e compositor, Jorge Portugal nasceu em Santo Amaro da Purificação, no recôncavo baiano, em 5 de agosto de 1956. Conhecido pela autoria de composições que integram a memória afetiva dos baianos e dos brasileiros, como “A massa”, em parceria com Raimundo Sodré, e “Alegria da Cidade”, parceria com Lazzo Matumbi, é professor de Língua Portuguesa e Redação. Idealizou projetos culturais e educativos como Aprovado, Tô Sabendo, Circulador Cultural e Manuel Faustino. Este último, batizado em homenagem a um dos líderes da Revolta dos Búzios, levava alunos da rede pública para estudar em cursinhos particulares.

Estudou Psicologia na Universidade Federal da Bahia, mas sua formação cultural e educacional começou bem antes. Sua primeira sala de aula foram as plantações de cana-de-açúcar da fazenda onde viveu até os dez anos de idade. Lá, ouvia os trabalhadores cantando chula e samba de roda. Aliado a essa experiência, assistia ao Novenário da Purificação, em homenagem à Padroeira de Santo Amaro – tradição que conserva até hoje. Participou também, como aluno de Teoria Musical, da Filarmônica Lira dos Artistas, regida pelo professor Miguel Lima, um de seus grandes mestres. Também sob a coordenação de Miguel Lima, cantava no Coral Caetano Veloso.

As ricas e diversas manifestações culturais do recôncavo baiano inspiram a obra de Jorge Portugal. No Centro Educacional Teodoro Sampaio, em Santo Amaro da Purificação, teve como professores de Língua Portuguesa e Literatura Nestor Oliveira e Jorge Montalvão que também se tornariam mestres lembrados em toda a sua trajetória. Se o amor pelas letras começou cedo, a afinidade com a música se desenvolveu já aos dez anos de idade, quando fez suas primeiras composições.

Desde então, amizades e parcerias se multiplicaram. Com Raimundo Sodré, sua obra ganhou projeção nacional no “Festival da Nova MPB 80”, da Rede Globo, em 1980. A canção “A massa” foi classificada e incluída no disco do festival naquele ano. Além de outras composições com Sodré – a exemplo de “Menino triste”, “Vá pra casa esse menino, viu?”, “Coió de Anália” e “Resistência”, Jorge Portugal compôs, com Roberto Mendes, músicas como “Vida vã”, “Vila do Adeus”, “A Beira e o mar”, “Amor de matar”, “Assim como ela é” e “Caribe, calibre: Amor (Amaralina)”. A última composição participou do Festival dos Festivais da Rede Globo, em 1985.

Executadas em várias partes do mundo, suas canções já foram interpretadas por artistas como Maria Bethânia, Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Raimundo Sodré, Roberto Mendes, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Lazzo Matumbi, Tânia Alves, Elba Ramalho, Jorge Aragão, Maria Creuza e Ara Ketu, entre outros.

Em 1994, versos e músicas se materializaram no CD “Palavra”, que teve a primeira e única edição esgotada na noite de lançamento. É autor dos livros “Se escola fosse estádio e educação fosse Copa…” e “Redação: assim é fácil”. Em 2015, Portugal completa 40 anos em sala de aula. É pai de Thiago, Caetano Ignácio – em homenagem a Caetano Veloso e a Luiz Inácio Lula da Silva, e Bárbara Bela – nome inspirado no poema de Alvarenga Peixoto.

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