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Coletânea 2

“Levanta Bahia e canta ! (Novos talentos) “A Bahia é desde os anos 80, o outro farol da música brasileira. Antes, havia apenas Rio de Janeiro. E, com o seu carnaval de rua, Salvador tornou-se uma opção para o mundo. Com dois pólos, o Trio Elétrico, a música de um mega caminhão provido de guitarras de rock estridentes sobre um tapete de percussão e os Blocos Afro, este som único dos grupos comunitários de bairros populares. A mistura híbrida de tudo isso, chamada Axe Music, grande máquina de hits, ocultou a riqueza da cena atual do Bahia, que emerge com o novo milênio. Antes de detalhar as 17 estações musicais, vamos fazer uma descida à árvore genealógica deste solo fértil , através de suas figuras tutelares. O patriarca é Dorival Caymmi e sua cultura do mar com longa vista sobre a terra africana, desde os anos 40. Veio João Gilberto, o equilibrista da bossa nova, que fez do murmúrio “um grito” mínimo que encantou todo o planeta, e Batatinha, com seu samba debochado, que permaneceu confinado aos bares da cidade.

Seus herdeiros, o sulfuroso quinteto tropicalista dos anos sessenta, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, ainda em plena atividade, quase meio século depois.

Cultura das Cidades: O Trio Elétrico dos pioneiros Dodô & Osmar sobre ritmo infernal do Frevo de Recife ,o samba pop dos Novosbaianos e o afro samba de Margareth Menezes, Daniela Mercury, Gerônimo.

Cultura dos campos: áridos do sertão (Elomar) e úmidos do Recôncavo (samba de roda Roberto Mendes).
A história reescrita dos afro-brasileiros, sempre em movimento, a dos Filhos de Gandhi, Ilê Aiyê, Olodum, Ara Ketu ...

Esta riqueza induz a uma eclosão de talentos que se seguem. Com todos os ingredientes que conhecemos, e outros novos, para a Bahia, como o florescimento das big bands carregadas de metais ou a erupção do dub e do eletro, ao lado do perene "chula" a substância da Baía Todos os Santos, este samba de roda que, surpreendentemente, torna-se tendência. Eu freqüentei muito a Bahia dos anos 80, ancorei ali novamente este ano, só para me atualizar. Eis aqui uma bela coletânea, afirmando em alto e bom som a singularidade da primeira capital do Império do Brasil. Levanta Bahia!”

Rémy Kolpa Kopoul , 2011



Stand up, Bahia and sing ! (new talents)

“Bahia has been a crucial beacon of Brazilian music since the 1980s. Before that, Rio de Janeiro dominated everything. With its street carnival, Salvador da Bahia has attracted attention from all over the world. The carnival has two main focus : Trio Elétrico, mega sound-system trucks with strident rock guitars over blazing percussion, and Blocos Afro, the unique beat from neighborhood community groups. The hybrid mix which emerged out of these – the big hit machine called Axé Music - somewhat obscured the richness of the current scene of Bahia, which is flourishing in the new millennium.

Before looking at our 17 tracks from this new scene, let’s trace the genealogy of this rich musical landscape through some of its leading figures. - Dorival Caymmi has been the patriarch of Bahia music since the 1940s, with his culture of the sea that stretches all the way to Africa.

- Then comes João Gilberto, the bossa nova’s tightrope walker, who made a gentle murmur into a sound which has charmed the whole planet, and Batatinha, whose playful sambas could only be heard in the city’s little bars.
- Their 1960s heirs, Tropicalia’s incandescent famous five, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, are still much in demand 50 years on.
- City Culture: Dodo & Osmar pioneering Trio Elétrico based on crazed tempo of Recife Frevo, Novos Baianos’ samba pop and the afro samba of Margareth Menezes, Daniela Mercury, Geronimo.
- Rural Culture: the sounds of the arid sertão (Elomar) and the humid Recôncavo region (Roberto Mendes’ samba de roda).
- The ever-evolving Afro Brazilian story, featuring Filhos de Gandhi, Ilê Aiyê, Olodum, Ara Ketu ...

These cultural richness led to the explosion of talents we see today. These new sounds draw on tradition and on currents new to Bahia, such as the rise of brass bands king size and the eruption of dub and electro, alongside the perennial "chula", the “samba de roda” style typical of Baia de Todos os Santos (All Saint’s Bay), which is seeing an amazing new rise in popularity.

I used to go to Bahia a lot in the 80s. I have dropped anchor there again this year to reconnect with what is happening today. Here is a beautiful offering of new sounds which is powerful testament to the unique music of the first capital of the Brazilian Empire. Get up Bahia, stand up !”

Rémy Kolpa Kopoul - ConneXionneur & DJ - Radio Nova (France), 2011

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